2011-12-02

Cineliterário: "Alice no país das maravilhas" dia 16 de dezembro às 21 e 30 na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco










A minha prenda de natal este ano para o fãs do Cineliterário é...Alice no país das maravilhas do escritor britânico Lewis Carroll, a explorar depois de vermos a adaptação ao cinema por Tim Burton. Lewis Carroll, o precursor do surrealismo na literatura. Ficam aqui algumas imagens, só para abrir o apetite. Para fechar o Cineliterário com chave de ouro.


Director: Tim Burton
Elenco: Mia Wasikowska, Johnny Depp, Michael Sheen, Anne Hathaway, Helena Bonham Carter, Matt Lucas, Alan Rickman, Christopher Lee, Crispin Glover, Stephen Fry
Produção: Richard Zanuck, Joe Roth, Jennifer e Suzanne Todd
Argumento: Linda Woolverton
Fotografia: Dariusz Wolski
Duração: 109 min.
Ano: 2010
País: EUA
Género: Fantasia
Cor: Colorido
Distribuidora: Disney
Classificação: 10 anos

Até sempre, queridos amigos.

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2011-11-18

Petrónio e Felllini: "O Satyricon"




Mais logo: às 21 e 30 na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão.


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2011-10-14

Cineliterário: "Quo Vadis" dia 28 de Outubro, 6ª na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco

Às 21 e 30, como é habitual.

Entrada livre.








Estas imagens são da propriedade exclusiva do seu produtor







Quo Vadis
(Quo Vadis, 1951)
• Direcção: Mervyn LeRoy, Anthony Mann
• Guionistas: S.N. Behrman, Sonya Levien, John Lee Mahin, Henryk Sienkiewicz (romance)
• Género: Drama/Histórico/Romance
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 171 minutos
• Tipo: Longa-metragem

Sinopse


Após três anos em campanha, o general Marcus Vinicius (Robert Taylor) retorna à Roma e encontra Lygia (Deborah Kerr), filha adoptiva de Aulo Plautio, por quem se apaixona. Lygia é cristã e não desejar qualquer envolvimento com um oficial romano, cujo exército lembra a opressão e o desrespeito pela sua família biológica. É que, pesar de ter sido criada como romana, Lygia é a adoptada por um general aposentado mas de comportamento e ideias atípicas em relação ao estatuto que possam usufruir os cidadãos não romanos e no no tocante ao tratamentos de TODOS os seres humanos como pessoas. Lygia, chama-se na realidade Calina e é a princesa da Lygia - reino da Ásia Menor,, ocupado e tutelado por Roma. Logo, teoricamente, é uma refém Roma e do Imperador.

Marcus Vinícius apaixona-se pela jovem à primeira vista e decide procurar o imperador Nero (Peter Ustinov) para que ela lhe seja cedida pelos serviços que prestou ao exército. Lygia ressente-se, mas acaba por se apaixonar por Marcus.

Enquanto isso, as atrocidades de Nero são cada vez mais ultrajantes. Quando decide queimar Roma e colocar a culpa os cristãos, Marcus toma a resolução de salvar Lygia e a família dela.

A repressão contra o cristianismo, visto na altura como uma "perigosa superstição", cresce mas o feitiço virar-se-á contra o feiticeiro...

Quo Vadis é a típica superprodução de Hollywood nos seus anos dourados, baseada na obra homónima do escritor polaco Henryk Sienkiewicz, vencedor do Prémio Nobel em 1901, uma obra considerada como apologista do cristianismo.

Destaca-se a soberba interpretação de Peter Ustinov, como o melhor Nero de sempre e para Leo Green como Petronius. Sofia Loren (como uma das escravas de Lygia) e Elizabeth Taylor ( como prisioneira cristã, na arena)surgem como personagens extremamente periféricas.


Cláudia de sousa Dias




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2011-09-04

Cineliterário: "Sinais de Fogo" de Jorge de Sena; Filme de Luís Filipe Rocha

É já no próximo dia 16 de Setembro que se inaugura a rentrée do Cineliterário, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão. O filme, de belíssima fotografia, é apenas superado pelo soberbo romance único de um dos maiores poetas da língua portuguesa do século XX, cuja habilidade para ridicularizar e apontar os tabus sexuais apenas iguala o desafiador escritor britânico D.H. Lawrence.

Se não acreditam, espreitem o trailer:



Já sabem, dia 16 às 21 e 30.

Entrada livre. Não perca.


CSD

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2011-04-10

Cineliterário: "Grandes Esperanças"










Já sabem: próxima sexta feira, dia 15 de Abril, às 21 e 30 na Biblioteca Municipal de Vila Nova de Famalicão.

Não percam.


FICHA TÉCNICA
Director: Alfonso Cuarón
Elenco: Ethan Hawke, Gwyneth Paltrow, Hank Azaria, Chris Cooper, Anne Bancroft, Robert De Niro.
Produção: Art Linson
Argumento: Mitch Glazer, baseado em romance de Charles Dickens.
Fotografia: Emmanuel Lubezki
Banda Sonora: Patrick Doyle
Duração: 111 min.
Ano: 1998
País: EUA
Género: Drama
Cor: Colorido



Entrada livre

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2011-03-11

Cineliterário, "Os Miseráveis", 6ª feira 18 de Março na Biblioteca Municipal de Famalicão às 21 e 30











título original: (Les Misérables)

lançamento: 1998 (EUA)

direcção:Billie August

actores:Liam Neeson, Geoffrey Rush, Uma Thurman, Claire Danes.

duração: 131 min

género: Drama


Um homem é condenado às galés por roubar um pão.


Uma jovem é vitima de extorsão por ser mãe solteira.


Uma criança sofre pesados maus tratos pelos seus tutores.


Outra criança cresce nas ruas com a astúcia de um gato vadio.


Pelo meio, os fanáticos da leis e da ordem, da hierarquia e do status quo e o abismo galopante entre ricos e pobres enquanto se desvanecem os ideais da Revolução Francesa, sob a capa de progresso económico.


Liberdade, Igualdade e Fraternidade.


Três utopias sepultadas debaixo de um véu de ignorância e impiedade.


A não perder.


É Já para a semana.


Entrada Livre.



Cláudia de Sousa Dias

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2011-02-14

Cineliterário, 6ª feira, 18 de Fevereiro de 2011 às 21 e 30 "O Véu Pintado" de John Curran










“Por vezes, a maior viagem é a distância entre duas pessoas”

O véu pintado é um romance baseado num clássico de Somerset Maugham, aqui realizado por John Curran e que conta uma história de amor entre um médico, Walter (Edward Norton) e Kitty (Naomi Watts), uma rapariga da alta sociedade que casa para escapar ao controle materno. Kitty é uma jovem alegre e que alimenta a ideia de se casar por amor, mas quando Walter a pede em casamento com a iminência de ter de partir para Xangai, Kitty vê-se obrigada a aceitar para assim fugir aos comentários da sua mãe, que apenas tem em mente arranjar-lhe um pretendente. O jovem casal parte para Xangai, mas Kitty sente-se vazia, perdeu a alegria, a vida social não a preenche, a amorosa muito menos e acaba por encontrar refugio numa relação extraconjugal que mantém com um conhecido da sociedade de Xangai. Walter, entretanto, descobre a infidelidade da mulher e decide colocar um ponto final na situação. Consciente de que o amante da sua esposa não irá assumir a relação entre os dois, Walter coloca a mulher entre a espada e a parede: ou ela vai com ele numa missão de voluntariado para o interior da China ou então pede o divórcio. Kitty sem escolha possível, aceita a proposta de Walter, uma proposta arriscada, uma vez que vão para uma aldeia contaminada por uma epidemia de cólera. Os primeiros tempos são difíceis, mas à medida que os meses passam ambos crescem como pessoas e evoluem, também devido à difícil situação que os rodeia.

Trata-se de uma bela adaptação do conceituadíssimo autor de A Servidão Humana e O Fio da Navalha com uma excelente fotografia e interpretação de Naomi Watts e Edward Norton.

Mais sobre: Filme - O Véu Pintado

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2011-01-17

Cineliterário 6ª feira dia 21 de Janeiro na Biblioteca Municipal de Vila Nova de Famalicão






Lady Chatterley

De Pascale Ferran, França-Bélgica-Inglaterra, 2006.

Com Marina Hands (foto ao lado), Jean-Louis Coullo’ch, Hippolyte Girardot, Hélène Alexandridis, Hélène Fillièrres,

Roteiro Roger Bohbot e Pascale Ferran

Baseado no romance de D.H.Lawrence O Amante de Lady Chatterley (Lady Chatterley's Lover)

Fotografia Julien Hirsch

Música Béatrice Thiriet

Produção Maïa Films. Estreou na França 1/11/2006, em São Paulo 23/11/2007.

Cor, 158 min (segundo o site Unifrance); teve versão de 220 minutos para a TV (segundo o iMDB)


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2010-10-11

"O Desprezo" (Le Mépris) de Jean-Luc Goddard












Elenco





Brigitte Bardot .... Camille Javal
Michel Piccoli .... Paul Javal
Jack Palance .... Jeremy Prokosch
Giorgia Moll .... Francesca Vanini
Fritz Lang .... ele mesmo


Esta 6ª feira terão a oportunidade de (re)ver o filme seguido do debate sobre o livro de Alberto Moravia que serviu de base para o argumento do filme, ba Biblioteca Municipal de Vila Nova de Famalicão às 21 e 30.

A crítica mostrou-se entusiasta pela forma como o realizador conseguiu adaptar uma obra de carácter reflexivo como a de Alberto Moravia.




Renan Fogaça (crítico cinematográfico) publicou em Setembro de 2009 o texto que se segue, relativo ao filme no blogue sobre cinema intitulado "O Esporte favorito dos homens".









A trágica emoção, visceral, que vaza da película. A pureza da imagem, bela, meticulosa, pensada, mas tragicamente espontânea. A câmera que segue a emoção, que captura os elementos e absorve a estética plena do mundo. Um voto pela intensidade, pelo lírico, pelo cinema.
A introdução na qual a atriz caminha suavemente pela rua, acompanhada pela câmera que desliza pela grua, grosseira e artificial, introduzem a experiência do que é viver o cinema de dentro para fora. O convite ao espectador em dividir mentalmente o plano, e na sutileza imergir no que a câmera traz. Ser absorvido pela câmera, que focaliza de maneira dura e fria o espectador. O mundo irreal, onírico, mas pleno. O mundo no qual as emoções são sentidas, na qual o homem não tem medo do sentir e o cinema é apenas cinema, e não um objeto de estudo no balcão de laboratório sobre a mira de um frígido microscópio.





E a mulher. Mas não uma mulher regular, e sim uma deidade. Traz a perfeição estética desejada pelo homem, mas sem a lascívia, com um distanciamento contemplativo. A câmera apenas acompanha o corpo, belo e pleno, enquanto o homem se oferece. O quarto como reduto do belo, o homem como felizarda testemunha e a câmera como olhar do fraco presenciando uma epifania. Brigitte Bardot como mulher-desejo, perfeição divina. Perfeição incompreensível, imensurável, incapaz de um simples homem possuí-la como um todo. O homem como olhar, a mulher como emoção. A quebra na fluidez da imagem, adquirindo um tom azulado ou avermelhado, afastando a veracidade daquele momento. Eles estão, mas não estarão mais.





O casal em ruptura. O deslocar-se pelo apartamento enquanto discutem o amor que se esvai. O homem, dissimulado, fingindo que se importa. A mulher, intensa, voraz. O indescritível plano de um relance do antigo fervor no qual a mulher desliza a perna por entre as pernas do homem. A cumplicidade e o desejo que não existem mais.





A realização do cinema dentro do próprio cinema, baseado no que é considerado por muitos a obra que demarcou as possibilidades da literatura: Odisséia, de Homero. Fritz Lang como realizador fictício, como ele mesmo, como ponte com o próprio Godard. E Jack Palance como o produtor egocêntrico, desenfreado, maior que o próprio cinema. Michel Piccoli como o roteirista focado na sua própria arte, arte a qual está distante dos sentimentos, é fria e metódica, e na qual nunca acontece. E que entrega a própria mulher, no mais frio individualismo, no desapego de quem não sente as próprias emoções.





As locações na Ilha de Capri, Itália. Um olimpo terrestre. As pessoas, que se deslocam pela estranha arquitetura e o amor que acaba na fria entrega da mulher ao produtor. O homem que se desinteressa, trava, é vazio. E a realização do cinema. Os planos representando a encenação de Odisséia. A cabeça das estátuas perante o céu azul. Lirismo absoluto.
E o desfecho trágico, incompleto, porém pleno no cinema. O filme que talvez nunca seja finalizado, o roteirista que nunca acabará seu projeto, a mulher que nunca será desse mundo, a emoção que nunca será tão intensa. Tudo isso sendo levado pela monumental trilha sonora de Georges Delerue. Godard filma com uma intensidade voraz e é dessa força, pouco metódica e muito sensorial que surge esse filme magnífico.




ENTRADA LIVRE...!

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2010-09-08

Cineliterário: "A Paixão de Camille Claudel"




O Cineliterário regressa após as férias à Biblioteca Municipal de VIla Nova de Famalicão já no próximo dia 17 de Setembro - 6ª feira - às 21 e 30, como habitualmente.

O livro sobre o qual incidirá o debate é a apaixonada obra de Anne Delbée da Editorial Inquérito.

Entrada Livre

Sinopse

Quando Camille Claudel e Auguste Rodin se conhecem, ela tem apenas vinte anos e ele quarenta e dois.
Embora a sua relação se prolongue durante quinze anos, é extraordinário constatar que a sua paixão recíproca não durará senão alguns anos, mesmo se para cada um desses artistas, essa foi uma paixão violenta e fecunda, de duas almas gémeas que sentiam a mesma violenta paixão pela escultura.
Camille era também irmã de Paul Claudel, a quem estava ligada desde a infância por um forte laço de cumplicidade, mesmo se sobre ele exercia "um cruel ascendente". À audácia de Camille, que desafia o seu meio social com a relação com Rodin, e a sua paixão pela escultura, Paul opõe a sua conversão ao catolicismo, e consagra a vida ao teatro e à poesia, onde, paradoxalmente, a imagem de Camille está sempre presente.
Entre estes dois homens, Camille aparece como a base, a alma, de um triângulo de que o seu irmão Paul seria o espírito, e Rodin, o seu amante, o corpo.
Mas entre dois artistas que se dedicam à mesma criação, a paixão é algo de muito difícil de viver e perpetuar, e os complexos laços entre mestre e discípula, a rivalidade artística e o ciúme, vão interferir na relação entre Camille e Rodin.
Ao amor intransigente da jovem Camille, Rodin contrapõe uma vida amorosa que se divide entre ela, a amante (Rose Beuret, de quem tem um filho), e as ligações frequentes com modelos e mulheres da vida.
Camille toma então a difícil decisão de abandonar Rodin, para definitivamente se afirmar como artista, vivendo só e dedicando-se inteiramente à escultura.
Mas essa força interior que lhe permitiu abandonar Rodin, e fazer alguns dos seus melhores trabalhos, acaba por se virar contra si própria, o que leva o seu irmão Paul Claudel a afirmar: "ela tinha apostado tudo em Rodin, e perdeu tudo com ele".


Equipa Artística e Técnica

ISABELLE ADJANI
Camille Claudel
GERARD DEPARDIEU
Auguste Rodin
LAURENT GREVILL.
Paul Claudel
ALAIN CUNY
Louis-Prosper Claudel
MADELEINE ROBINSON
Louise-Athanaise Claudel
KATRINE BOORMAN
Jessie Lipscomb
DANIELE LEBRUN
Rose Beuret
AURELLE DOAZAN
Louise Claudel
MADELEINE MARIE
Victoire
MAXIME LEROUX
Claude Debussy

Realização
BRUNO NUYTTEN

Fotografia
PIERRE LHOMME

Montagem
JOELLE HACHE

Director de Produção
BERNARD MARESCOT

Som
GUILLAUME SCIAMA

Décors
BERNARD VEZAT

Figurinos
DOMINIQUE BORG

Música
GABRIEL YARED

DE: catálogo Atalanta Filmes



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